Saturday, September 16, 2006

Fussel relaciona a questão da irrealidade do mundo turístico a idéia de que a própria indústria turística é quem define o viajante como "alguém motivado por fantasias que o levam a sentir-se temporariamente equipado com um poder não habitual".

Ao lidar com essa dimensão de fantasia, presente na "irrealidade turística" Fussel vai assinalar que as fantasias turísticas frutificam melhor nos "não-lugares", espaços definidos justamente a partir de mediações que garantem a prévia familiarização do lugar pelo turista. A criação desse reconhecimento parece se constituir na variável independente da consagração do "não-lugar", que resulta de todo um processo de facilitação do deslocamento e da difusão de uma "linguagem turística" que se padroniza em diferentes partes do mundo.

O turismo faz do “espaço” um objeto, quando o enfrenta na visibilidade comercial do pacote,dos roteiros, da indumentária, dos acessórios e da bagagem, das passagens e bilhetes pagos a prestação, das estações de trem, das rodoviárias e , especialmente dos aeroportos.

Esse processo aponta para o fato de que ao vender-se o espaço, produz-se a não-identidade e com isso, o não-lugar, pois longe de se criar uma identidade produz-se mercadorias para serem consumidas em todos os momentos da vida, dentro e fora da fábrica, dentro e fora do ambiente de trabalho, nos momentos de trabalhos e de não trabalho.

1 Comments:

Blogger mariana said...

Os ''não-lugares'',não só ajudam a fortalecer o turismo como também fazer com que as empresas chamem a atenção do turista para poderem ter um número maior de pessoas usufruindo do turismo presente nestes lugares.

5:35 PM  

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